SOBRE A “QUEDA DE BRAÇO”
O ex-ministro das Relações Exteriores do governo FHC, LUIZ FELIPE LAMPREIA, escreveu, há poucos dias, em O GLOBO, um artigo extremamente pessimista sobre a atual crise com o Irã, em que, dentre outras afirmações, diz o seguinte:
1) “Está afastada a ideia de uma negociação com o Irã. Todas as vias diplomáticas foram exploradas em vão e o Irã furtou-se sempre a aceitar uma renúncia séria e verificável às suas instalações nucleares pela Agência Internacional de Viena. O Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos e seus aliados europeus já atravessaram este Rubicão.
2) Descarte-se igualmente, pelo menos no momento, a ideia, algumas vezes suscitada, de um ataque aéreo israelense e/ou americano. Seria uma operação de altíssimo custo político e militar, além de ter resultados incertos, que colocaria a região e o mundo inteiro em polvorosa, em abismo insondável.”
Antes de chegarmos ao fim da leitura do artigo a sensação é de que não há solução para o problema. Até que ele conclui o texto, dizendo:
“Se não podemos dizer que o tempo é da diplomacia, pelo menos resta esperar que a marcha da folia possa ser interrompida antes do abismo.”
Ou seja, segundo LAMPREIA, só nos resta apelar para alguma divindade – cristã, judaica ou muçulmana – e torcer para a “ a marcha da folia possa ser interrompida antes do abismo.”
Vamos apelar, e torcer…
