A INDEPENDÊNCIA SELETIVA DO BANCO CENTRAL DO BRASIL

Parabéns ao Presidente Ilan Goldfajn por ter conseguido levar o BC a fixar a Taxa Selic em 7% (sete por cento) ao ano.

Deixamos, provavelmente, de ser titulares da maior taxa do mundo. Como a Selic é o atual Indexador Compulsório, acabou a dominância fiscal, a atividade econômica readquiriu um certo alento, as dívidas ficaram mais suaves, houve uma desindexação parcial.O último presidente do BC a fazer algo parecido foi Alexandre Tombini, mas só por um pequeno período de tempo, porque depois aumentou desesperadamente os juros, pressionado por muitos – especialmente o Tony Volpon – e ajudou a derrubar a Presidente Dilma Rousseff.

Qual é a diferença de Goldfajn e Tombini?

É que o primeiro “ancorou as expectativas” e o segundo teve contra si o mercado. O que significa que o Banco Central do Brasil tem uma independência seletiva, pois “ancorar” ( que é algo concreto ) e “expectativas” ( que são algo abstrato) significa dizer que alguém – ou alguma entidade – tem ou não tem apoio político. É uma metáfora.

Note-se que esse apoio político não vem dos políticos – nem de Temer, nem de Meirelles – uma vez que não são eles que mandam no BACEN. Apoio político é dos mercados de capitais, nacional e internacional. É também verdade que a inflação caiu, porque houve um desemprego brutal, uma grande recessão, e um certo rearranjo de preços relativos que estavam “engessados” pela indexação compulsória.De qualquer forma, a queda da taxa de juros é uma notícia alvissareira.

Mus votos são a favor de que continue a cair daqui para a frente!


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.