VOCÊ SABE O QUE É O DINHEIRO?

Vários livros sobre a Moeda e  Dívida têm sido publicados no Brasil na última década. Dentre os títulos estrangeiros podem-se citar os seguintes:

1) “Dívida” (GRAEBER, David, “Dívida, os primeiros 5.000 anos”, tradução de Rogério Bettoni, São Paulo, Três Estrelas, 2016. Título orginal: “Debt: The first 5.000 Years”);

2) “Dinheiro” (MARTIN, Felix, “Dinheiro, uma biografia não autorizada. Da cunhagem à criptomoeda”, tradução de André Fontenelle, São Paulo, Portfolio/Penguin, 2016. Título original: Money: “The uanauthorised biography: from coinage to cryptocurrencies”) e

3)  “Trabalho e Moeda hoje” ( WRAY, L. Randall, “Trabalho e Moeda Hoje, A chave para o pleno emprego e a estabilidade dos preços”, tradução de José Carlos de Assis, revisão técnica de Aloísio Teixeira, Rio de Janeiro, Editora UFRJ/Contraponto Editora, 2003. Original publicado em 1998 sob o título “Understanding Modern Money”).

Economista brasileiros, como André Lara Resende e Gustavo Franco publicaram , há pouco tempo,  respectivamente, “Juros, Moeda e Ortodoxia” e “ A Moeda e Lei, Uma história monetária brasileira, 1933-2013” . O assunto também desperta a atenção dos juristas, como é o caso do Procurador do Estado Thiago Araujo, especialista em “Law & Economics”, que lançou, recentemente, um livro essencial sobre a matéria ( ARAUJO, Thiago Cardoso, “Análise Econômica do Direito no Brasil: uma leitura à luz da Teoria dos Sistemas”, prefácio de Celso Fernandes Campilongo, Rio, Lumen Juris, 2017).

De minha parte, publiquei uma obra, com o título, curto e grosso, “Contra a Correção Monetária”, que é um “aperitivo” para o trabalho maior que estou escrevendo e pretendo publicar no final de 2018 sobre “O Fracasso da Moeda Brasileira”. Ambos são um alerta na tentativa de evitar que o Real não dê certo, o que lamentavelmente ocorrerá de um modo fatal se  as autoridades, as elites, e o povo em geral continuarem a não entender a relevância de sua moeda nacional ( e não apenas do seu poder aquisitivo ).

A minha tese é que a indexação compulsória, que começou em 1964 com uma tentativa de solução, que permitisse a convivência com a inflação, se tornou um problema autônomo, que contamina e corrompe hoje todo o sistema monetário brasileiro.

Não basta saber para que serve o dinheiro. É mais necessário do que nunca conhecer o que ele é, o que deveria ser ensinado não só na Universidades – onde, surpreendentemente, não existe ainda a cadeira Direito Monetário – mas também às crianças desde a escola primária para evitar a repetição dos erros que geraram, entre nós, em menos de meio século, tantos padrões monetários e planos econômicos frustrados.”


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