O “AJUSTE FISCAL” FEITO POR DESINFLAÇÃO E JURO

O artigo de Angela Bittencourt no Valor, com o título acima, conclui com um libelo contra a correção monetária:

“Luiz Carlos Mendonça de Barro acrescenta que importam pra  a definição do juro, a credibilidade do Banco Central e o mecanismo de indexação da economia. “Uma economia muito indexada pode destruir o trabalho da autoridade monetária. O Brasil tem uma economia indexada mas mito menos do que no passado, tanto que a dispersão [ de preços ] no índice da inflação está em terno de 40%. No passado era de 70%, 75%, 80%. Isso quer dizer que a indexação acalmou, o que permite à política do Banco Central ser mais eficiente’. O ex-Ministro explica que a indexação atrapalha toda a ação do BC, porque todo o sistema de preços é contaminado. E isso, diz, não tem nada a ver com a demanda e a oferta. ‘A indexação, se disponível na economia é um mecanismo que todo o mundo usa’, conclui.”

Permito-me, apenas, três observações: ‘1) dizer que “todo o mundo” usa é uma força de expressão: há milhões de brasileiros que não conseguem usar; 2) o fato de a indexação ter “acalmado” não significa que ela não volte a se agigantar, pois essa é uma tendência “natural” dela; 3) – tanto o ex-Ministro como Angela deviam ter sido mais assertivos, ao propor, explicitamente, a desindexação da economia.


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