A DIFERENÇA ENTRE ASSOCIAÇÃO DE IDEIAS E “ESTALOS”

A minha vó Cotinha – que era um apelido carinhoso das Anas do tempo dela, que não eram Aninhas, como as de hoje, mas Anicotinhas – falava muito no “estalo” de Vieira, uma expressão popular, especialmente no nordeste brasileiro, usada para traduzir o repentino entendimento de algo que, até então, parecia nebuloso àquela pessoa. Podem-se ler, atualmente, na Internet, vários textos interessantes sobre esse assunto.

Já “associação de ideias” é a descrição bem conhecida de um expediente mental que empregamos desde crianças, ao longo de nossa vida.

Eu só não tinha, ainda, percebido, o que distingue os “estalos” das associações de ideias, solução que me ocorreu ontem à noite, e me apresso a compartilhar com vocês, inclusive para não me esquecer. Trata-se de uma diferença de nível.

As ideias se associam nos mesmos planos, como as contas de débito e de crédito dos livros razão de contabilidade. Já os estalos produzem um resultado novo, criativo, que se sobrepõe ao conhecimento anterior.

Não sei se ambos são sinapses. A bem da verdade, nem sei ao certo o que é uma sinapse embora suponha ser a ligação elétrica – ou coisa assim – entre dois neurônios.

O fato – a meu ver – é que quando as ideias se associam num mesmo patamar as consequências são em geral agradáveis, merecedoras de elogios. Mas a prova de que cabeça da gente continua funcionando, mesmo, apesar da idade avançada, é quando conseguimos ter estalos, tirar conclusões novas e inéditas, como se o pensamento subisse por uma estrutura cerebral imaginária e provocasse um “plim”.

Vocês já sentiram isso? Continuam sentindo? Eu tenho razão nessa minha descoberta?


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