AS MENTIRAS DE TRUMP SOBRE AS RELAÇÕES DE SUA CAMPANHA COM A RÚSSIA

Li, há tempos, a opinião de um analista que não via mal, em princípio, que a Rússia e os Estados Unidos conversassem. Agora, por exemplo, dessa conversa resultou um positivo cessar-fogo no sul da Síria.

É também compreensível que o governo russo não desejasse a vitória do Partido Democrata nas eleições. Os democratas sempre seguiram as recomendações de Zbigniew Brzezinski sobre a Ucrânia o que é muito ruim para os dirigentes russos, especialmente no que se refere à Criméia, onde estacionam a sua poderosa frota naval. E a Criméia foi parar nas mãos da Ucrânia por uma tolice de Kruschev, já que sendo tudo uma União Soviética tanto fazia ficar com os russos ou com os ucranianos.

Censurável foi a forma pela qual os russos interferiram nas eleições o que os serviços secretos norte-americanos certamente sabem. Trava-se, portanto, uma complicada disputa entre a atual Casa Branca e tais serviços, na qual a demissão do Diretor Geral do FBI, James Comey, foi um dramático episódio.

Nessa queda e braço a campanha de Trump precisa sempre mentir, mas a mentira tem pernas curtas, como essa conversa da advogada russa com o filho de Trump está demonstrando.Pelo pouco que a gente conhece da conduta dos serviços secretos russos essa colega advogada está mais para agente da KGB do que para missionária religiosa.

Trump Jr e o cunhado, Jared Kushner, depois de dizerem que não falaram com ela, reconhecem, agora, que o bate papo realmente existiu, mas que foi inocente. Chegará o momento, porém, em que a verdade vai se tornar pública. Por mais que a Casa Branca esteja surfando nas ondas das “Fake News” o povo americano, inclusive os eleitores de Trump, não gosta de mentiras.

Quando chegar o instante da verdade isso vai ser um problema para Trump.

Quem viver, verá.


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