O COMPORTAMENTO NAZISTA DE DONALD TRUMP

Não sei se posso falar num comportamento – ou numa conduta – nazista, pois o nacional-socialismo foi uma modalidade de fascismo que triunfou na Alemanha em meados do Século XX, sob a liderança de Adolf Hitler, passível de ser observado sociologicamente e, quando se fala em comportamento, estamos empregando uma categoria psicológica.

De qualquer modo, é assustador comprovar, a cada dia, como está ameaçada a democracia norte-americana, o que é objeto do livro do professor de Yale, o historiador Timoty Snyder, cujo título é “Sobre a Tirania”, que acaba de ser publicado no Brasil pela Companhia das Letras, em tradução de Donaldson M. Garschagen.

Ontem, chamou-me a atenção a declaração de Trump de que estava desconstruindo a política de aproximação dos Estados Unidos com Cuba tendo em vista a desobediência aos Direitos Humanos por parte do regime cubano, o que me pareceu uma declaração contraditória e mentirosa, não só porque Trump apoia ostensivamente o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, que desrespeita os Direitos Humanos –  empregando esquadrões da morte para promover o assassinato de criminosos suspeitos ( do que já resultaram milhares de mortes ) – como a própria política migratória de Trump nada tem de humanitária.

Os fatos de o presidente Trump não disfarçar as contradições de suas declarações e de mentir deliberada e escancaradamente não decorre, apenas, de seu histrionismo mas do que estou denominando seu comportamento nazista. Quando, por exemplo, ele disse depois de desligar a América do Norte do Acordo do Clima de Paris  que“ ninguém mais irá rir de nós” ele repetiu a mesma frase que Hitler proferiu ao denunciar o Tratado de Versalhes: “ninguém mais irá rir de nós”.

É preciso, pois, pesquisar de onde provém essa conduta nazista de Trump e nada melhor,  do que assistir, no YouTube ao documentário de 54,47  minutos, postado em 23 de maio de 2017, “Bannon’s war frontline documentary” que segue os passos de Steve Bannon, a versão atual do Goebbels norte americano, desde o momento em que foi buscar um candidato à presidência que tivesse certas características  tais como “adesão à cleptocracia, ao nepotismo e a uma política externa alinhada com outros autocratas.”

Temos a falsa impressão de que as instituições democráticas norte-americanas são extremamente sólidas e capazes de resistir a Turmp mas Timoty Snider nos adverte de  que “o argumento da força das instituições é uma balela.” Devemos estar alertas, portanto, para o fato de a presidência dos Estados Unidos ser ocupada, no momento, por uma pessoa de comportamento nazista. Por mais que seja lamentável constatar isso é importante sabermos desde logo, o que ocorre, para poder exigir das autoridades brasileiras que ajam cientes desse fato.


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