BYE, BYE, RICARDO NOBLAT

Comecei a desconfiar do equilíbrio emocional do colunista Ricardo Noblat, de O Globo, quando ele fez um relato, cheio de palavrões, de um entrevero que teria tido com o Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, mas não imaginava que ele fosse capaz de assumir o risco de se desmoralizar tanto, como profissional da Imprensa, ao divulgar uma mensagem falsa sobre a suposta renúncia do Presidente Michel Temer.

Outros colunistas como, por exemplo, Lauro Jardim noticiaram fatos graves, mas concretos e palpáveis que comprovaram-se por si. Ricardo Noblat, não: ele afirmou algo que supostamente iria acontecer poucas horas depois, como se tivesse sido alertado disso por alguns informantes confiáveis, mas o evento não ocorreu; ou melhor, deu-se de forma inteiramente contrária ao que ele indicara, não deixando dúvidas de era uma mentira.

Creio que há dois desdobramentos desse episódio: o primeiro, saber o motivo pelo qual Noblat correu o risco de ser desmascarado pela divulgação de um fato inverídico; o segundo, qual será a providência que tomará a empresa de informações em que ele trabalha.

Parece-me que a explicação mais razoável para o procedimento do jornalista foi sua ambição desmedida de apresentar um furo de reportagem que, se justificado, teria sido, realmente, espetacular.

Quanto à reação de seus patrões ao boato leviano que ele propagou só pode ser uma: demiti-lo.


2 comentárioss até agora

  1. Eisele maio 19, 2017 2:46 pm

    Concordo 100%. Assumiu um risco desnecessário.

  2. letacio maio 20, 2017 12:48 pm

    Nos dias seguintes ao frustrado “furo” de Noblat sobre a renúncia de Temer o Globo veiculou um editorial exigindo tal renúncia o que pode significar que Noblat teria apenas adiantado uma posição já tomada pela direção do jornal. Isso faz supor que
    Joesley Batista pode ter, na manga, alguma delação que envolva os donos do jornal o Globo. Por sinal, a falta de caráter desse Joesley é assustadora o que mostra que uma pessoa muito rica pode ser completamente imoral, já que muito dinheiro é capaz de substituir inteiramente a ética: a ordem monetária pode superar, por completo, a ordem moral. Levadas essas considerações adiante talvez esteja aí a explicação para o fenômeno da eleição de Trump para a presidência dos EUA, onde ele continua se revelando o mesmo personagem desqualificado da campanha. Concluo que deve haver limites éticos – ou jurídicos – intransponíveis mesmo pelos bilionários, sem o que o mundo ocidental vai ingressar numa terrível crise de valores.

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