UMA GRANDE CHANCE PARA O GOVERNO SUPERAR O PESSIMISMO

A coluna de José Roberto de Toledo no Estadão, com chamada de primeira página,  informa que “pessimismo do brasileiro chega a índice de pré-real”.

O mal-estar atual – assim como acontecia nos tempos da moeda cruzeiro – decorre de uma sensação esquisita de que há alguma coisa errada com o sistema, mas você não sabe bem o que é.

Saibamos ou não vivemos sob uma ordem jurídico-monetária muito poderosa que incide em cada momento de nossa vida, como se fosse uma lógica. No momento em que essa ordem parece perder o significado – por causa da inflação – a gente sente um desconforto, fica melancólico e, às vezes, com raiva.

A inflação é um caso de redução da eficácia das normas jurídico-monetárias que, como o sofrimento pessoal, parece não ter explicação. É preciso atacar o ponto mais vulnerável da inflação para  dar uma satisfação à população.

Os mais jovens não passaram pela euforia do Plano Cruzado, de 1986, quando os índices de popularidade de Sarney subiram ao máximo. Alguns, mais novos ainda, também não viram a alegria que foi o Plano Real, quando um centavo passou a valer um cent.

Esses dois planos, o Cruzado e o Real, tiveram em comum duas características: uma boa, outra má. A boa, foi acabar com a indexação; a má, foi deixar brechas para que a ela retornasse ( em 1 ano, depois do Cruzado, ou em 20, depois do Real ).

Se o governo retirar o caráter compulsório da correção monetária – como sugeriu, na sua época, o economista Mário Henrique Simonsen – a moeda brasileira vai recuperar a sua eficácia, o otimismo vai voltar, e a presidente Dilma fará história.

É só ter coragem !


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