AGREGAÇÃO DE VALOR: EM TERMOS
A expressão “agregação de valor” entrou em moda, sendo lida e ouvida nos meios de comunicação a todo momento. Um pouco como acontecia, há pouco tempo atrás, com a díade “custo/benefício”.
Quando se diz que algum bem, ou serviço, agregou valor a outro serviço, ou outro bem, o que se quer dizer é que o produto, ou o resultado, ficou mais caro; está custando mais dinheiro.
O verbo “agregar”, contudo, dá a impressão de que o valor ligou-se, naturalmente, ao bem ou serviço anterior que, por sua vez, já conteria um valor, como se o valor, em ambos os casos, fosse algo real, do domínio da realidade, o que é um equívoco.
O valor é uma moldura através da qual nós interpretamos a realidade. Ele pode ser subjetivo ou objetivo, encontrando-se, em qualquer caso, num outro plano que não o da realidade.
A expressão “agregação de valor” tem que ser entendida, portanto, em termos.
O que ocorre, na verdade, quando se agrega valor, é que mais dinheiro vai ser necessário para adquirir-se a coisa ou o serviço objeto da obrigação ou do contrato; e não que o valor grudou neles.
