RESPOSTA ARRASADORA

 

 

 

O ex governador de São Paulo, ALBERTO GOLDMAN, no artigo do Estadão “As políticas do BC e as nossas convicções” deu uma resposta arrasadora ao texto, anteriormente publicado no mesmo jornal,  em que o professor MARCELO DE PAIVA ABREU criticou a sua declaração contra a pretensão de HENRIQUE MEIRELLES tornar-se candidato, pelo PSDB, à prefeitura da capital paulista.

 


ENTRE A CIVILIZAÇÃO E A BARBÁRIE

 

 

 

O mundo inteiro presenciou dois fatos históricos protagonizados por países europeus: a crise do EURO e a derrubada do governo KADAFI da Líbia.

O linchamento de KADAFI foi um ato de extrema violência; o acordo da dívida da Grécia foi uma solução pacífica: de um lado as paixões, de outro, os interesses.

A OTAN – máquina de guerra sob o comando da ONU – recebeu o encargo de proteger civis líbios, através da imposição de uma “Zona de Exclusão Aérea”; mas seus dirigentes interpretaram extensivamente o seu mandato e a organização atuou diretamente no conflito, permitindo a vitória de “rebeldes” que ninguém conhece bem.

Em decorrência dessa guerra não se sabe qual será o futuro da Líbia; nem mesmo se a Líbia terá algum futuro, tudo às custas do sacrifício de milhares de famílias inocentes e da perda de uma geração inteira de líbios.

No caso da crise monetária européia assistimos, ontem, às comemorações e festas das Bolsas de Valores com o acordo alcançado pelo Banco Central Europeu

Em termos humanistas, a distância entre o BCE e a OTAN – ambos organizações multinacionais – é  a mesma que separa a civilização da barbárie.

 


CERTO OU ERRADO ?

 

 

 

A solução, de hoje,  da crise monetária européia deu certo, aparentemente, para os bancos franceses e alemães, e deu errado, pelo menos por enquanto, para os bancos espanhóis.

Por outro lado, como a Bolsa européia reagiu positivamente, demonstrando que, para ela, a solução deu certo, o homem do povo europeu deve estar pensando que, para ele,  deu errado.

De qualquer modo, o que estava em jogo  era o destino do Euro e, certo ou errado, ele saiu-se bem, e foi salvo.

Ainda assim, ficou claro que não basta o Euro;  e que é preciso muito mais para unir a Europa.


MAIS EUROPA !

 

 

O que está em discussão, hoje, na Europa, não é o provável “calote” de 50% da dívida grega, a ser suportado parte pelos bancos credores, parte através de recursos que comporiam um fundo financeiro: o que se debate é a paz perpétua na Europa.

Se não houvesse a União Européia, se não houvesse o Euro, a situação econômica da Grécia acabaria dando lugar ao surgimento de políticos nacionalistas, atribuindo a algum país estrangeiro a culpa pela sua situação, para justificar a declaração de uma guerra e, com isso, unir a nação contra um inimigo externo.

A Europa sempre fez isso ao longo dos séculos, e voltará a fazê-lo de novo se não for fortalecida a sua União, que avançou muito com o Euro, e precisa ir adiante.

Os líderes políticos europeus atuais – a começar pela chanceler ÂNGELA MERKEL – têm a plena consciência disso.

Vamos parar com essa critica pseudo liberal de que os políticos europeus são incompetentes.

É preciso reconhecer que, embora eles tenham dificuldades de lidar com a crise, estão percebendo a sua extrema gravidade.


VIVA O PLANO DO PRESIDENTE OBAMA PARA OS ENDIVIDADOS DO SFH NORTE AMERICANO

 

 

 

Está acontecendo nos EUA algo parecido com o que houve, há cerca de duas décadas, com as centenas de milhares de famílias brasileiras que perderam as suas casas porque não puderam pagar as correções monetárias das prestações dos seus  contratos.

Embora não haja correção monetária nos EUA – pois esse expediente é uma espécie de “jabuticaba”, que só existe no Brasil – as hipotecas americanas foram contratadas com base em juros flutuantes, que é uma forma de “valorismo”, que desrespeita o princípio do valor nominal.

Além disso, com a decadência do mercado imobiliário americano, decorrente do escândalo das hipotecas subprime  o preço de venda dos imóveis ficou inferior ao valor do contrato.

O Congresso americano, dominado, na Câmara dos Deputados, pelos republicanos, não vai aprovar o plano do presidente OBAMA, do qual resultaria uma proteção aos atuais devedores de contratos de habitação.

A Casa Branca, por isso, e tendo em vista a campanha para a reeleição de OBAMA, lançou, por decreto, um plano de renegociação das hipotecas, que vai favorecer cerca de 1 milhão de americanos endividados, especialmente os devedores da agências Fannie Mac e Freddie Mac, e que tenham contratos anteriores a 31 de maio de 2009.