Está acontecendo nos EUA algo parecido com o que houve, há cerca de duas décadas, com as centenas de milhares de famílias brasileiras que perderam as suas casas porque não puderam pagar as correções monetárias das prestações dos seus contratos.
Embora não haja correção monetária nos EUA – pois esse expediente é uma espécie de “jabuticaba”, que só existe no Brasil – as hipotecas americanas foram contratadas com base em juros flutuantes, que é uma forma de “valorismo”, que desrespeita o princípio do valor nominal.
Além disso, com a decadência do mercado imobiliário americano, decorrente do escândalo das hipotecas subprime o preço de venda dos imóveis ficou inferior ao valor do contrato.
O Congresso americano, dominado, na Câmara dos Deputados, pelos republicanos, não vai aprovar o plano do presidente OBAMA, do qual resultaria uma proteção aos atuais devedores de contratos de habitação.
A Casa Branca, por isso, e tendo em vista a campanha para a reeleição de OBAMA, lançou, por decreto, um plano de renegociação das hipotecas, que vai favorecer cerca de 1 milhão de americanos endividados, especialmente os devedores da agências Fannie Mac e Freddie Mac, e que tenham contratos anteriores a 31 de maio de 2009.