Num pequeno suelto no corpo da reportagem “Bolsas da EU vivem euforia pré-acordo” o jornalista Andrei Netto escreve o seguinte:
“ PROPOSTA – Especialistas defenderam em artigo que os credores deveriam renunciar a cerca da metade do valor nominal de suas obrigações grebas, para que seja possível ao país encontrar uma saída”.
Os créditos contra a Grécia têm os mais diversos valores: de mercado, de bolsa, “reais”, estimados, previstos, etc, etc…
Na hora do juízo final o que interessa, porém, é o valor nominal.
É claro que ao admitirem uma redução de cerca de 50% do valor nominal os credores vão ter perdas. Acontece, porém, que – por piores que sejam – essas perdas também serão …. nominais.
Não que o valor nominal não seja um valor; e não que a perda, ainda que nominal, desses valores, não queira dizer uma perda, uma redução de valor.
Tudo isso significa, porém, que, em matéria de moeda, chegam um dia e hora em que é preciso fazer as contas e, para a fazer a conta, é preciso escrever números, e, para escrever números, é preciso que esses números sejam denominados (nomes ) em algarismos.
Podemos tirar, portanto, da crise grega, a conclusão de que o mercado financeiro afastou-se da obediência ao princípio do valor nominal – mas que, para sair da crise, terão que voltar a obedecê-lo.