O governo DILMA ROUSSEFF, como informam os jornalistas Gerson Camarotti e Martha Beck no jornal O GLOBO – na reportagem sob o título “Planalto pressiona por taxa de juros menor” – decidiu, afinal, jogar uma queda de braços com o mercado financeiro, e está pressionando o Banco Central a baixar a taxa de juros, já agora em setembro, para que o atraso na tomada dessa decisão não cause uma desaceleração da economia semelhante à de 2008/2009.
Acredito que o governo DILMA vá ser bem sucedido na sua investida, mesmo porque o Banco Central de TOMBINI não é o mesmo de MEIRELLES.
É verdade que muitos analistas são contra a redução da taxa de juros, sob o pretexto de que isso só pode ocorrer quando houver um ajuste fiscal por parte do governo.
Essa história do ajuste fiscal, porém, é mal explicada. O que há por trás dessa proposta, a meu ver, é a ideologia neo liberal do Estado mínimo. Como defender essa política, porém, numa época em que o neo liberalismo já foi para o espaço, depois de ter provocado a crise financeira dos países desenvolvidos de 2008 ?
A China – onde o Estado nada tem de mínimo – transformou-se no fenômeno econômico dos dias atuais. É verdade que a China é uma autocracia, o que não quer dizer, contudo, que devamos nos tornar uma autocracia para crescermos como a China.
Os juros brasileiros atuais são uma excrescência, sendo responsáveis, além disso, pelos desequilíbrios provocados pela supervalorização do Real.
O momento é de baixá-los, para que possamos ocupar, com decência, o lugar que nos está reservado no mundo.