Os jornais noticiam que o BOPE executou, sumariamente, na favela do Engenho, 8 traficantes, ou supostos traficantes, que teriam fugido do morro da Mangueira, ocupado, recentemente, por uma UPP.
É preciso que seja investigada essa ação, não só pelo que ela representa, do ponto de vista das violações dos Direitos Fundamentais, e dos Direitos Humanos, como pelo seu significado, que se parece- embora com piores resultados – com a atitude do Juiz VILLAS BOAS, que decidiu afrontar a decisão do STF sobre a parceria homoafetiva, anulando o registro de um contrato de união entre gays.
As pessoas mortas pelo BOPE, se eram, efetivamente, traficantes, seriam pequenos traficantes, os mesmos que estão sendo objeto de propostas políticas mais liberais, inclusive pelo governador do Estado do Rio de Janeiro.
É muito provável, portanto, que a direção do BOPE tenha decidido, por conta própria, passar uma mensagem aos seus superiores e à opinião pública, afirmando que o seu batalhão é contra essas tentativas de descriminalização e regulamentação do consumo e do pequeno tráfico de maconha e cocaína.
Tratar-se-ia, enfim, de um gesto de insubordinação, às custas de vidas humanas.