AGORA, FALANDO SÉRIO

A imprensa do Vaticano divulgou nota afirmando que 40 civis líbios foram mortos, ontem, em Tripoli, em decorrência de bombardeios promovidos pelas  forças ocidentais.

Segundo os jornais o bispo católico da Líbia teria feito um comentário sobre o absurdo de uma intervenção “humanitária” estar sendo tão “desumana”.

Interessa, portanto, às forças ocidentais, acabar, o mais rapidamente possível com os confrontos, antes mesmo de ganhar … ou perder.


E SE KADAFI GANHAR A PARADA ?

Contava-se, antigamente, uma anedota sobre um coronel de uma republiqueta latino-americana que, tomando como exemplo o que ocorrera com o plano Marshall, de ajuda aos derrotados na 2ª. Grande Guerra, queria que o seu país invadisse os Estados Unidos para que, depois de derrotado, fizesse jus a uma polpuda reparação financeira, diante do que o seu ajudante de ordens puxa saco fez a seguinte indagação:

“Y si ganamos ?”

Lembrei-me dessa piada a propósito da incerteza sobre o resultado das atuais batalhas entre as tropas leais ao governo e os rebeldes da Líbia, mesmo com toda a ajuda que estes últimos estão recebendo das potências ocidentais.

Com efeito, o que ocorrerá se o governo de KADAFI for o vencedor da guerra civil que está se travando naquele país ?

Creio que, depois de tudo o que aconteceu até agora, os países  ocidentais envolvidos não aceitarão a permanência dos KADAFis no poder.

Mas é possível que os termos do pretendido cessar fogo e das negociações para a cessação dos enfrentamentos militares, se houver a vitória do governo líbio ou, até mesmo, se o jogo terminar com um “empate”, serão muito mais favoráveis à família KADAFI do que se eles forem militarmente derrotados.


OS RISCOS DO BANCO CENTRAL E DO MERCADO FINANCEIRO

Os porta-vozes de sempre têm dito, pelos jornais, que a política atual do Banco Central em relação à inflação é um risco.

O risco, porém, a meu ver, não é do Banco Central, mas do próprio mercado financeiro que gostava da inflação porque ela curava-se pelo aumento da taxa de juros, de interesse do mercado.

Com a inflação em alta – e com os juros aumentado menos – os investidores terão menos lucros, e deverão ser mais cautelosos.


A PRESIDENTA DILMA E O “LULISMO”

A oposição está tentando criar uma dicotomia DILMA versus LULISMO que, além de ser “hilariante”, como já ironizou LULA, é inviável,  pois não existe o tal “lulismo”, que nada mais era do o reflexo do carisma e da personalidade esfuziante do ex-presidente.

Ao invés de perder tempo com essas nonadas a oposição devia mostrar as falhas do governo e propor algumas medidas concretas que poria em prática quando tivesse o poder.