AS FORÇAS ARMADAS DOS ESTADOS AUTOCRÁTICOS

Lembro-me do momento em que o exército persa curvou-se, reverencialmente,  aos pés do aiatolá  KHOMEINI, que voltava do exílio na França para liderar a revolução popular de que resultou a queda do xá REZA PALEHVI e, mais tarde,  a instituição do atual Estado teocrático no Irã.

Agora, no norte da África e no Oriente Médio, estamos constatando uma conduta semelhante das forças armadas diante dos povos dos países árabes, o que está  provocando a queda de ditadores que, até há pouco, pareciam firmes no poder.

Essa é uma das muitas lições que podem ser tiradas da transformação surpreendente  pela qual passa aquela região do mundo.


QUEM SÃO OS VILÕES ?

Não são os conservadores, nem os liberais, nem os socialistas.

Não são os muçulmanos, nem os católicos, nem os judeus, nem os budistas, nem os protestantes.

Não são os orientais, nem os ocidentais.

Não são os direitistas, nem os esquerdistas.

São os governantes de Estados autocráticos !


TOCOU BARATA VOA

Um dos problemas causados pela generalização da indexação é uma perda de racionalidade na sociedade civil

Agora, por exemplo, vemos as centrais sindicais aplaudirem o RONALDO CAIADO, político que as esquerdas, há  pouco tempo, apelidavam de “anti-povo”.

Ao mesmo tempo, o ACM, neto, faz pose para fotos vestindo um boné de sindicalista.

O antigo líder do partidão, ROBERTO FREIRE, ameaça ir ao STF contra a nova regra do salário mínimo, mas os ministros, segundo a reportagem de Denise Machado, intitulada “ Regra do mínimo já é usada no STF”, mostra que os membros do Supremo também buscam as mesmas vantagens.

O mercado financeiro usa a TR. A Receita Federal, emprega a SELIC, e nenhum dos dois quer perder essa prerrogativa, nem o mercado imobiliário, em plena bolha, porque, de fato, voltou a desfrutar da antiga UPC ( Unidade Padrão de Capital).

Como é que o governo do PT, que deixou as coisas chegarem a esse ponto, vai resolver essa questão ?


PERDA DE CONTROLE DA INFLAÇÃO

O debate sobre o salário mínimo – em que os partidos políticos do Congresso ficaram disputando qual deles iria oferecer a quantia maior – tornou ostensiva as distorções que a indexação dos salários, vencimentos, subsídios, etc  já estão causando à Economia brasileira.

Ficou claro que o salário mínimo – uma regra, em princípio, louvável – perdeu as suas características  constitucionais (que, por sinal, nunca foram inteiramente respeitadas ) para transformar-se em mais um indexador, como os outros, repercutindo nos preços em geral.

Além disso, a oposição está pretendendo questionar no STF a Medida Provisória que delegou ao Poder Executivo a competência para fixar o montante do reajuste.

Acontece que o STF – também ele – está querendo a mesma coisa, isto que os seus ministros tenham reajustes automáticos de seus subsídios e, pior ainda, nem por lei, nem por decreto, mas pela vontade própria deles, desde que obedecidos os índices de inflação.

A inflação, como se vê, na área dos salários, voltou a ser medida de valor, como nos tempos da indexação generalizada.

Não vai haver Banco Central que consiga segurar a inflação.

Estamos caminhando para mais uma perda de controle da moeda pelo governo.


DERRUBANDO PANELAS

Um amigo meu usava, frequentemente, a expressão ” caiu, derrubando panelas”, referindo-se a homens públicos que, quando saem ou são demitidos de seus cargos, falam muito, criticando quem os demitiu, o que me parece que está ocorrendo, agora, com o Chefe de Polícia do Estado do Rio de Janeiro.

A experiência me ensinou que essa prática, em geral, não produz resultados positivos mas, apenas barulho.