OS EUROCÉTICOS

O economista PAUL KRUGMAN, em seu Blog traduzido para o jornal Estadão on line, diante da atual crise do Euro, dá uma de “não disse ! “ ao tentar justificar as razões pelas quais ele, e outros colegas americanos, condenaram, na época,  a criação da moeda única européia.

A argumentação de KRUGMAN peca por ser, apenas, econômica, desprezando o aspecto político e jurídico do EURO, que é, a meu ver, a sua característica mais relevante.

Uma moeda constitui uma ordem monetária: a importância do EURO consiste em ter conseguido subordinar países tradicionalmente inimigos a uma mesma ordem.Além do mais,  qual seria a vantagem, hoje, para os franceses, voltar a ter o franco, os italianos a lira, os espanhóis a peseta, e assim sucessivamente ?

A experiência européia está demonstrando, ao contrário,  que é inviável, a esta altura, que cada pais da Europa volte a ter a sua antiga unidade monetária, indicando as pesquisas que apenas os alemães, em sua maioria,  têm saudades de sua antiga moeda ( – o marco alemão –esquecidos, por certo,  do Reichmark que o anteceu, e que evaporou com a derrota dos nazistas na 2ª. Grande Guerra ).

A Europa não está em crise, atualmente, por causa do EURO mas, sim, a despeito do EURO. O que falta aos europeus é a capacidade política de ir além do EURO, o talento estratégico para instituir uma federação européia, como os norte-americanos fizeram quando se libertaram revolucionariamente da Inglaterra.

É nisso que PAUL KRUGMAN talvez não tenha ainda pensado.


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