A INFLAÇÃO E A TAXA DE JUROS
A taciturnidade da presidente DILMA ROUSSEFF pode ser o prenúncio de medidas de impacto contra a inflação, no início de seu governo, que ajudem a evitar a elevação da taxa de juros.
Alguns analistas econômicos, por sinal, consideram que o aumento da taxa SELIC não tem tido efeitos positivos para conter a inflação.
Além disso, os resultados do acréscimo dos juros – mesmo se eles forem eficazes – demoram cerca de 9 meses para manifestar-se.
Por outro lado, temos os juros mais altos do mundo – o que nos envergonha como nação – e sabemos que a nova presidente pretende trazê-los para patamares razoáveis, compatíveis com os de outros países.
Convém lembrar, ainda, que a área econômica do governo parece estar mais afinada, agora, do que esteve no governo LULA, o que pode liberar o Banco Central do encargo de resolver, sozinho, a questão da inflação.
E, finalmente, há muitas anomalias na ordem jurídico monetária brasileira, herdadas do tempo da hiperinflação, cujo conserto, por si só, é capaz de refrear as atuais pressões inflacionárias.
É bem provável, portanto, que a presidente DILMA comece a governar baixando novas regras monetárias, sem que o Banco Central eleve a taxa SELIC.
