O FUTURO DOS ESTADOS UNIDOS E A CATÁSTROFE

O colunista PAUL KRUGMAN, termina o seu artigo super pressimista, hoje traduzido para O Globo, intitulado “ Aberta a temporada de caça às bruxas” dizendo que o presidente OBAMA segue uma linha de governo imutável,          “rumando para a catástrofe”.

A gama de jornalista, empresários e políticos histéricos e de má fé que KRUGMAN reúne em seu texto, e o relato do que eles fazem, e já fizeram, são assustadores; dentre eles GLENN BECK, RUSH LIMBAUGH, STEVE SCHWARZMAN  e muitos outros, cujos discursos e ações atraem muitas pessoas nos Estados Unidos, e levará o Partido Republicano, ao que parece,  a tomar o poder em, pelo menos, uma das Casas do Congresso, nas próximas eleições legislativas.

O sistema político atual bipartidário americano favorece esse sectarismo; falta-lhes uma agremiação de tipo mais “fisiológico”, uma espécie de “centrão”, que amorteça as manifestações radicais. Será difícil, portanto, que os republicanos mais equilibrados e sensatos levantem as suas vozes contra as campanhas malucas que estão sendo disseminadas nos meios de comunicação dos Estados Unidos, porque eles esperam ser eleitos com os votos daqueles que vêem nessas campanhas uma forma de protesto contra o governo.

A perda da maioria no Congresso pelos democratas, como adverte PAUL KRUGMAN, pode significar a criação de comissões parlamentares de inquérito infundadas, obstruções na votação do orçamento, tudo levando à paralisia do Executivo, numa época em que a atividade econômica depende muito da intervenção pública.

Essas notícias são “boas”, apenas, para aqueles que não gostam dos Estados Unidos: os antiamericanos de carteirinha.

Objetivamente, porém, são péssimas para todos nós.


1 comentário até agora

  1. Flavio setembro 1, 2010 7:43 am

    Com certeza campanhas baseada em radicalismo político não são saudáveis.
    No entanto, diferente do pensamento do Krugman, ter um Congresso com uma corrente de pensamento e um presidente com outra corrente é bom para democracia e não atrapalha os EUA. Ajuda a apontar as contradições do executivo. Está claro que a política fiscal americana é muito arriscada, com deficits nominais altos. Será bom para os EUA que o presidente tenha que negociar isto. Alemanha e Grã-Bretanha já estão acertando as suas contas.
    Seria bom que aqui no Brasil o Congresso também discutisse mais alguns assuntos.

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