DISTORÇÕES PROVOCADAS PELA CORREÇÃO MONETÁRIA

Segundo os jornais a “inflação do aluguel acelera para 0,77%”, em decorrência do reajuste do preço do minério de ferro.

A inflação do aluguel, a que se referem as notícias da imprensa, é medida pelo IGP-M, que sofreu uma pressão maior do que a esperada por causa do minério de ferro.

O aluguel não tem nada a ver com o minério de ferro: fato que demonstra, mais uma vez,  como sempre se soube, que a correção monetária distorce os preços e, indiretamente, deforma a Economia.


O FUTURO DOS ESTADOS UNIDOS E A CATÁSTROFE

O colunista PAUL KRUGMAN, termina o seu artigo super pressimista, hoje traduzido para O Globo, intitulado “ Aberta a temporada de caça às bruxas” dizendo que o presidente OBAMA segue uma linha de governo imutável,          “rumando para a catástrofe”.

A gama de jornalista, empresários e políticos histéricos e de má fé que KRUGMAN reúne em seu texto, e o relato do que eles fazem, e já fizeram, são assustadores; dentre eles GLENN BECK, RUSH LIMBAUGH, STEVE SCHWARZMAN  e muitos outros, cujos discursos e ações atraem muitas pessoas nos Estados Unidos, e levará o Partido Republicano, ao que parece,  a tomar o poder em, pelo menos, uma das Casas do Congresso, nas próximas eleições legislativas.

O sistema político atual bipartidário americano favorece esse sectarismo; falta-lhes uma agremiação de tipo mais “fisiológico”, uma espécie de “centrão”, que amorteça as manifestações radicais. Será difícil, portanto, que os republicanos mais equilibrados e sensatos levantem as suas vozes contra as campanhas malucas que estão sendo disseminadas nos meios de comunicação dos Estados Unidos, porque eles esperam ser eleitos com os votos daqueles que vêem nessas campanhas uma forma de protesto contra o governo.

A perda da maioria no Congresso pelos democratas, como adverte PAUL KRUGMAN, pode significar a criação de comissões parlamentares de inquérito infundadas, obstruções na votação do orçamento, tudo levando à paralisia do Executivo, numa época em que a atividade econômica depende muito da intervenção pública.

Essas notícias são “boas”, apenas, para aqueles que não gostam dos Estados Unidos: os antiamericanos de carteirinha.

Objetivamente, porém, são péssimas para todos nós.


NÃO HÁ MAIS CRÉDITOS LÍQUIDOS E CERTOS

Na vida privada é praticamente impossível você saber hoje quanto custa, por exemplo,  uma passagem aérea: depende das suas milhas, do dia em que você compra, do dia em que vai viajar, do aeroporto do qual você sairá e para o qual irá, do estado da lotação da aeronave, da vontade da empresa fazer uma promoção, e de outros fatores igualmente aleatórios.

Na área pública, por sua vez, não conseguimos saber qual é a nossa eventual dívida tributária, cujo “principal” é sempre uma incógnita : sobre ele incidem juros simples, juros de mora, correção monetária, multas progressivas, honorários de advogado, custas, etc.

Ainda recentemente a Procuradoria da Fazenda Nacional quis fazer um levantamento de quanto tem a receber e não foi bem sucedida, pois mesmo os créditos incobráveis geram acessórios que crescem interminavelmente e desfiguram o principal.

Tudo isso é condenável, impossibilitando o cidadão comum de contar.

Um dos fundamentos da cidadania é podermos ler, escrever e contar.

No momento em que as máquinas eletrônicas possibilitaram aos credores obter resultados instantâneos de cálculos longos e difíceis a linguagem dos números distanciou-se de nós e dificultou a nossa vida.


AINDA AS ELEIÇÕES BRASILEIRAS

Parece que o presidente LULA terá uma extraordinária vitória, emplacando a DILMA e fazendo a barba, o cabelo e o bigode da oposição.

Será um triunfo importantíssimo da esquerda, que deverá ter  uma vitória limpa e democrática.

Na medida em que a esquerda provar, como provavelmente acontecerá no Brasil, que pode vencer no voto, aí mesmo é que a direita vai querer acabar com a democracia !

Por outro lado, a esquerda latino americana autocrática ( tipo CASTRO ) ou autoritária ( não autocrática,  tipo Chávez ) vai ficar para trás.