O vice premier do Estado de Isreal, MOSHE YAALON, numa conferência no Instituto Fischer para Estudos Estratégicos Aéroespaciais, declarou que Israel – que já estaria, segundo ele, em “guerra indireta” contra o Irã – tem capacidade para usar a sua estrutura bélica contra o que ele denomina o “Estado periférico” vizinho.
Trata-se, como se vê, de ameaças claras, de declarações ostensivas a favor de uma guerra contra o Irã.
O Estado de Israel, por sua vez, detém um grande arsenal de bombas atômicas, com a conivência do mundo ocidental, o mesmo que pretende impedir que o Irã também tenha as suas armas nucleares.
A irracionalidade dessa situação é evidente, que conduz a ausência de um meio termo, sem possibilidade de diálogo, na base do “ou se é a favor ou se é contra”.
A grande dificuldade é que a guerra que o Estado de Israel pretende desencadear contra o Irã depende não só do apoio político dos EUA como de recursos financeiros e militares americanos e, o que é pior, da vida de um grande número de soldados que o país mantém na região.
A solução, portanto, ao ver dos EUA, são as sanções a ser aplicadas pelo Conselho de Segurança porque elas não consistem numa guerra declarada, mas é como se fossem, e podem tranqüilizar o Estado de Israel.
O que cabe ao Irã fazer, nessa situação ? Tentar conversar, que é o que o presidente LULA vai procurar fazer no próximo dia 15 de maio. A saída para esse impasse é o diálogo político.
A paz internacional depende muito, portanto, do sucesso da missão do presidente do Brasil no Irã : é preciso impedir a guerra e tentar garantir, ao mesmo tempo, que o programa nuclear iraniano tenha, apenas, fins pacíficos.