ENTRE O DIÁLOGO E A GUERRA

A esta altura, para evitar que o Estado de Israel, belicista como ele é, desencadeie uma guerra doida no Oriente Médio, os EUA talvez não tenham outra saída, mesmo, senão insistir na aplicação de outro tipo de sanções.

De um perspectiva de Direito Internacional a guerra é uma forma de sanção, aplicada unilateralmente, de vez que não há um Estado mundial que detenha o monopólio do uso da força. Entre essa sanção, e outras, econômicas, estas últimas são, inegavelmente, melhores. A sanção econômica, nesse caso, não será o início de uma escalada, como aconteceu no Iraque, mas uma forma de baixar a pressão.

De qualquer forma, a iniciativa de diálogo mediada pelo Brasil deve dar resultados positivos, e levar os EUA a conversar diretamente com o Irã e este a deixar de lado a retórica, de muitos muçulmanos,  de que o Estado de Israel deve ser riscado do mapa.

A solução para a crise quase eterna do Oriente Médio será a criação, o mais rapidamente possível, do Estado Palestino, com a definição da situação de Jerusalém, e o acerto das fronteiras do Estado de Israel com os seus vizinhos árabes.


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