PACÍFICO OU INÓCUO ?
O presidente do Banco Central brasileiro HENRIQUE MEIRELLES afirmou, ontem, que “ este tem sido o aumento de juros mais pacífico dos últimos sete anos”.
O que parece a MEIRELLES ter sido pacífico na recente elevação da SELIC em 0,75% foi, na verdade, a ausência de seriedade da medida.
Uma das principais características da administração da moeda é a relevância das quantidades pois, após um determinado limite, a linguagem monetária perde sentido – como já ocorreu, aliás, no Brasil, antes do Plano Real, quando vivemos uma das mais graves hiperinflações da história.
Os nossos juros são, há tempos, os maiores do mundo; o que, por si só, indica que as suas taxas deveriam cair, nunca ser aumentadas.
Ou não quer dizer nada termos os juros mais altos do que todos os outros ?
Tão grave quanto as nossas taxas de juros elevadíssimas é o fato de termos, ainda por cima, uma meta de inflação de 4,5% ao ano.
Continua a existir, por trás de tudo isso, o velho esquema de transferência compulsória de renda pela correção monetária, que não foi rompido pelo governo LULA.

A forma mais simples de reduzir os juros é reduzir a dívida. Até 2007 foi o que se fez. Agora o governo voltou a gastar e a aumentar a dívida, acaba gerando inflação.
Se fizer a receita simples de manter gastos públicos e reduzir a dívida, vai poder diminuir os juros.