CAPITALISMO ( UMA RAIVOSA HISTÓRIA DE AMOR )
É pena que a empresa distribuidora do filme de MICHAEL MOORE – “Capitalismo, uma história de amor”- tenha decidido que o público brasileiro não deva assistir à película nos cinemas e vá limitar a sua divulgação aos DVDs, que chegarão às locadoras, segundo consta, a partir de meados de junho deste ano.
Pode ser que, mais adiante, o filme possa ser visto, também, nos canais pagos da televisão, num horário em que haja espectadores interessados.
Trata-se de um filme que merece ser assistido mais de uma vez, embora ele se dirija, especialmente, ao público norte-americano, e não reflita, por exemplo, sobre a Segunda Grande Guerra, nem sobre a participação dos EUA no panorama internacional da metade para o final do século XX ( o que não era, evidentemente, o propósito do diretor).
O curioso é pensar que enquanto o sistema capitalista norte americano está entrando em franca decadência, o Brasil ingressa, atualmente, num regime parecido, e não há como protestar contra isso, mesmo porque nada é mais natural que as pessoas mais pobres estejam ávidas para consumir produtos tentadores ( como um automóvel, por exemplo ) o que nós outros, das classes A e B, fazemos há tanto tempo, com a consciência tranquila.
O consolo é que o capitalismo brasileiro, mesmo que não venha a ser um “socialismo de mercado”, como é a do China hoje em dia – e que não merece ser invejado, porque eles vivem numa autocracia – não será, por certo, igual ao capitalismo norte americano, nem ao ocidental em geral, porque somos muito diferentes deles, com uma outra ideologia.
De qualquer modo vale a pena, assistir ao filme do MICHAEL MOORE, que é muito bem feito, e dá o que pensar.
