A AMEAÇA ATÔMICA
Há muito tempo que se diz que o Estado de Israel quer usar armas atômicas – ogivas “táticas” de baixa radioatividade – para destruir as instalações nucleares iranianas.
Imaginem vocês, aqui na América Latina, se nós soubéssemos que a Argentina – ou a Venezuela – tinham a bomba atômica ! A pressão para que nós tivéssemos, também, a “nossa” bomba, seria, nesse caso, sem dúvida, muito forte.
A única solução para a questão nuclear iraniana é o desarmamento atômico.
Não tem sentido um país estar em condições de jogar bombas nucleares no outro para impedir que esse tenha bombas.
Isso não justifica o esforço do Irã para produzir artefatos nucleares, mas explica o que está se passando e evidencia a hipocrisia com que esse problema está sendo tratado não só pelo Estado de Israel, como pelas grandes potências.
Vale lembrar que a eventual destruição das instalações nucleares iranianas pelo Estado de Israel, além de minar toda a política dos EUA no Oriente Médio – não impedirá, a longo prazo ( podendo, ao contrário, facilitar) – que o Irã, agora com maior apoio, fabrique a sua bomba.
A vocação pacifista do presidente LULA poderá ajudar a comunidade internacional a encaminhar melhor essa questão nuclear iraniana, que não vai se resolver com sanções.
