QUAL É A SAÍDA ?
O colunista GEOGE VIDOR, em seu artigo do Globo intitulado “Hermafrodita” queixa-se da correção monetária residual – que ele equipara a uma espécie de “solitária”, a taenia saginata – responsável, segundo ele, em grande parte, pelos altos índices de aumento de custo de vida deste início do ano.
Lembra VIDOR que, “assim como no início do ano passado, a inflação no primeiro trimestre de 2010 deve responder por quase metade da variação esperada para os índices de preços ao consumidor em doze meses” o que é um problema incômodo, “ que acaba influenciando negativamente as expectativas dos agentes econômicos”.
Tem toda a razão o colunista.
A título de colaboração, para responder à indagação que ele faz, à certa altura do seu artigo, esclareço que a saída não é ganhar tempo, como lhe parece, mesmo porque ( ele próprio reconhece ) dezesseis anos se passaram desde a época do Plano Real e nada foi feito para corrigir essa distorção.
A saída, a meu ver, é extinguir a correção monetária residual, restabelecendo, plenamente, o princípio do valor nominal, que foi revigorado pelo Real e pela Lei da Desindexação da Economia, mas com tantas ressalvas que elas deixaram de ser exceção e estão se tornando a regra que se pretendeu revogar.
