REDUZINDO O “OVERKILL”
O “overkill”, como se sabe, é uma unidade de medida que indica quantas vezes cada superpotência atômica pode aniquilar a outra, numa guerra nuclear.
Em outras palavras: se os EUA e a Rússia, ou se algum desses países e a China, por exemplo, decidirem eliminar o outro do mapa, qual é a sua capacidade de fazer isso ? Uma vez ou mais ? O que for mais de uma vez é um overkill, isto é, condições suplementar de impor morte total ao inimigo.
Diante dessa loucura a conclusão das negociações entre a Rússia e os EUA para reduzirem, em cerca de 1/3 o seu arsenal nuclear – que vai ser assinado, em Praga, no próximo dia 8 de abril – pode parecer brincadeira, mas o texto divulgado pelo presidente OBAMA a respeito do assunto é relevante, e merece ser transcrito.
“ Eu já afirmei que a intenção americana é conseguir a segurança e a paz num mundo sem armas nucleares. Apesar de esta aspiração não ser possível de ser alcançada em um futuro próximo, estabeleci uma agenda para alcançá-la. Temos de frear a proliferação dessas armas; garantir que o material nuclear não caia nas mãos dos terroristas e reduzir os arsenais atômicos”.
Os norte americanos republicanos, aparentemente, são contra.
