A IMPORTÂNCIA DO EURO

O economista PAUL KRUGMAN, num artigo hoje publicado no Estadão e no Globo, sob o título “A origem da eurobagunça”, afirma, a certa altura, que as arrogantes “elites levaram a Europa a adotar a moeda única, antes que estivesse pronta para isso”.

KRUGMAN, a meu ver, está equivocado, e parece desprezar, preconceituosamente,  a importância e a verdadeira dimensão do EURO , maiores do que a sua face apenas econômica.

Vale a pena lembrar, preliminarmente, que a situação financeira da Grécia – e a dos outros países europeus que compõem o chamado” grupo dos PIIGS” –  terá, provavelmente, uma solução melhor com o EURO do que ocorreria se esses Estados nacionais ainda tivessem as suas antigas unidades monetárias – o que mostra que as atuais críticas à moeda única são precipitadas.

Não se pode desprezar, por outro lado, como fazem certos críticos, a relevância política da moeda comum: o EURO não só conseguiu unir, num processo pacífico,  países tradicionalmente inimigos, como  a Alemanha e a França, como constitui um passo importante para a criação de uma federação européia, que terá  mais facilidade de se consolidar em torno da existência prévia de uma só moeda nos países interessados.


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