ESQUERDA E DIREITA
O principal editorial de hoje de “O Estado de S. Paulo”, sob o título “O polêmico ano 1 de Obama”, refere-se, expressamente, à extrema direita americana, ao escrever:
“Ele ( Barack Obama ) não deu o peso devido à rearticulação republicana sob o comando da extrema direita na mídia convencional e na blogosfera”.
O reconhecimento da influência da extrema direita – e não apenas da direita – sobre a mídia americana, que tem reflexos, a meu ver, aqui no Brasil, e em outros países, evidencia como ficaram rapidamente ultrapassados os que alardeavam que a dicotomia esquerda versus direita tinha desaparecido. Os que assim pensavam acreditavam que a História tinha acabado, com a vitória do ocidente liberal sobre o resto do mundo, o que, efetivamente, não ocorreu.
A divisão esquerda/direita continua viva e é compreensível que ela subsista; grave é o acirramento das disputas, provocado pelas pontas extremas dessas duas ideologias .
Não obstante tendam, ambas, ao sectarismo, a extrema direita e a extrema esquerda são diversas: a extrema direita propicia as guerras, após as quais a extrema esquerda surge. O caso do Camboja é exemplar: depois da guerra o país caiu nas mãos de uma ditadura de extrema esquerda, que decidiu acabar com a classe média, promovendo a matança de pessoas pelo fato, apenas, de serem remediadas.
Os Estados democráticos, que atualmente têm normas que impedem o ressurgimento do nazismo e do fascismo, devem precaver-se, também, contra essas manifestações extremadas, de natureza político-ideológica, para impedir, com base na Lei, que prosperem as ações e práticas extremistas.
