ONIPRESENÇA, UBIQUIDADE E MOBILIDADE
“As idéias transcendentais” – segundo KANT – “possuem um uso regulador excelente e totalmente necessário, que é o de dirigir o entendimento para um objetivo, para o qual convergem, num único ponto, as linhas diretrizes de todas as suas regras e que, embora esse ponto seja apenas uma idéia ( focus imaginarius ), ou seja, um ponto de onde os conceitos do entendimento não partem realmente, uma vez que está colocado fora dos limites da experiência possível, acaba servindo para lhe dar maior unidade com a maior extensão.”
Tanto onipresença, como ubiqüidade, são idéias transcendentais que, embora não possuam um uso constitutivo, serviram, por certo, como inspiração para a atual “mobilidade”, que está transformando os antigos conceitos de tempo e de lugar.
Hoje, com a telefonia celular, a Internet e a “nuvem de informação” que nos permitem estar conectados, em qualquer lugar, a qualquer tempo, com o mundo que nos cerca, trabalhando em casa como se estivéssemos nos escritórios, estamos nos aproximando das faculdades da onipresença e da ubiqüidade, que eram privilégio divino.
