CHEGANDO PERTO

Há muito tempo que venho dizendo, neste Blog, que o ex-presidente GEORGE BUSH vai acabar sendo processado nos EUA, por crimes de guerra, hipótese que se torna mais provável, agora, a meu ver, com a iniciativa do general inglês, MICHAEL ROSE, de propor, num artigo publicado no Daily Mail ( a propósito da Investigação Pública sobre a guerra que se processa na Inglaterra)que BLAIR responda por esse crime, perante um tribunal do Reino Unido.

Diz o despacho da agência EFE, em que estou me baseando, que o ex-embaixador britânico nos EUA, CHRISTOFER MEYER, afirmou que BLAIR e o ex-presidente americano tinham assinado “um pacto de sangue” para derrubar SADDAM HUSSEIN, quase um ano antes do início da guerra, e que ambos, a partir disso, buscaram por todos os meios achar um pretexto que justificasse esse compromisso.

Desse “pacto” resultou o derramamento do sangue – verdadeiro- de mais de 100 mil civis iraquianos e mais de 4,5 mil militares das forças de coalizão, que morreram nos quase sete anos de ocupação, e é possível que dez vezes mais tenham ficado feridos, além do que 2 milhões de iraquianos fugiram de seu país e 2 milhões se transformaram em deslocados internos, o que mostra que o simpático BLAIR foi, na verdade, um sanguinário.

A atual Investigação Pública inglesa, que está ainda em curso,  deixou claro , também que, dez dias antes da invasão do país árabe, os serviços britânicos de inteligência informaram que o Iraque tinha destruído seu arsenal químico. BLAIR, portanto, segundo o general ROSE, “enganou o Parlamento e o país”.

Conclui ROSE o seu artigo dizendo que a Guerra do Iraque representa uma violação de três princípios básicos de Direito Internacional: a) a  ONU considerou que não tinham sido esgotados ainda todos os meios pacíficos; b) o Iraque não representava uma ameaça, já que não tinha armas químicas, e, c)   o país “afundou em uma espiral de desordem, violência e caos da qual ainda não se recuperou.


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