UMA ORDEM MONETÁRIA AINDA DESCONJUNTADA
O Banco Central brasileiro parece que está, de fato, preocupado com a situação do câmbio, decorrente da excessiva valorização do Real diante do dólar, razão pela qual estuda diversas medidas de modernização que, em princípio, são bem vindas.
O diabo, porém, é que o problema não é só do câmbio: é, também, dos juros e, o que é pior, da Taxa Referencial ( TR) que não se sabe bem se são juros …
A esse último respeito, por sinal, um dos artifícios através dos quais as questões monetárias brasileiras fogem do controle das autoridades é a indefinição da TR, que os bancos podem cobrar … além dos juros, e não figura nas estatísticas das taxas de juros.
O ideal seria, a meu ver, que o Poder Judiciário desse um basta, de vez, na indexação residual, o que talvez, porém, não aconteça, já que os Juízes agem como se o assunto não lhes dissesse respeito.
Poderíamos atuar, quem sabe, no âmbito do Pacto Republicano, uma idealização, ao que consta, do presidente do STF, ministro GILMAR MENDES, o qual anda, todavia, ultimamente, mais focado em aparecer no noticiário ( como se fosse o detentor de um certo poder moderador imperial) do que atuar em temas sobre os quais lhe cabe, efetivamente, opinar.
Uma pergunta se impõe: quem mais vai conseguir dar pelo menos a partida para re-arrumar de uma vez a ordem monetária brasileira ?
