UMA CERTA BAGUNÇA
Fiquei com a impressão de que, depois da crise internacional – da qual LULA conseguiu sair-se, a meu ver, muito bem – o presidente da República conseguiu autonomia para imprimir à política econômica do governo os rumos novos que, provavelmente, estavam há muito tempo na sua cabeça.
O discurso neo liberal, com efeito, ficou, por um lado, fora de moda, de um momento para o outro. Por outro lado, a lenga lenga contra os gastos públicos – diante da necessidade de políticas ditas anti cíclicas – também não está impressionando mais, ainda que os comentaristas de sempre continuem a dizer a mesma coisa.
Isso não quer dizer, porém, que o Brasil não precise concluir o que o Plano Real, de quinze anos atrás, deixou de fazer na época, e extinguir a correção monetária residual, que é a principal responsável, atualmente, segundo me parece, pela valorização do Real e a permanência dos altos juros.
Organização econômica não é exatamente o mesmo que organização jurídica, e desta ainda estamos carecendo, o que deverá ser objeto, contudo, de um projeto de Lei, para que a questão seja bem discutida, previamente.
Não vai ser possível mais, a esta altura, fazer as transformações por Medida Provisória, como nos tempos do Real.
