AINDA O “LACERDISMO”

Eram diversas, contudo, as condições políticas da época em que a Tribuna da Imprensa ajudou a provocar o golpe militar e as de agora, uma vez que os EUA passaram a ser menos intervencionistas ( e menos anticomunistas ) e as Forças Armadas brasileiras, hoje chefiadas por um único ministro civil, perceberam que melhor é serem eficientes profissionalmente – como o foram nas buscas do vôo 447 – do que exercerem autoritariamente o poder.

Por outro lado a mídia golpista – a que se refere a manchete do jornal Hora do Povo – está perdendo espaço para os novos jornalistas da Internet e sente-se  ameaçada, sendo lícito supor que o seu “lacerdismo” atual expresse mais uma reação psicológica do que um risco eleitoral concreto.


A VOLTA DO “LACERDISMO”

Antes de se desentenderem, os jornalistas CARLOS LACERDA e HÉLIO FERNANDES agitaram, muito, o ambiente político brasileiro, especialmente por meio da Tribuna da Imprensa, que fazia furor nas décadas de 1950/1960.

Hoje, o principal editor do GLOBO é o jornalista Rodolfo Fernandes, filho e, ao que parece, herdeiro intelectual do Hélio, que transformou, aos poucos, o jornal num órgão mais sensacionalista, veemente na sua oposição ao governo atual.

Uma esquerda mais radical, agora, volta a falar aquela linguagem candente, dos meus tempos de estudante, expressas, por exemplo, na seguinte manchete do jornal HORA DO POVO, dos dias 24 e 25 de 2009:

“Mídia golpista degola seus cupinchas para atear fogo no Senado”

Esse sectarismo, de parte a parte, que parecia ultrapassado pela política de conciliação posta em prática pelo presidente LULA, na minha época, acabou nos levando a uma ditadura militar de direita, da qual não foi fácil sairmos.

Espero que as novas gerações não se engalfinhem em torno dessa política de extremos, que não contribui em nada para o fortalecimento da democracia.


O MUNDO MONETÁRIO É UM SÓ

Em entrevista aos jornais, ao fim da reunião promovida pela Câmara do Comércio do Brasil, na França, o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, fez a seguinte declaração sobre a moda única global:

“O que estamos falando é de moeda de comércio. Sobre moeda de reserva, tem outra discussão, que envolve até mesmo saber qual seria essa moeda.”

Pressupõe ele, como se vê, várias diferentes moedas: uma de comércio, outra de reserva e outra ( a que ele não se refere, nem explicitamente descarta ) a moeda única como instrumento de organização das relações internacionais.

Não há, porém, várias moedas, mas uma única: o que faltava era defini-la, mas hoje já sabemos que a moeda é a norma que dá sentido ao ato jurídico da emissão.

Por outro lado, o mundo monetário não é apenas econômico, nem apenas jurídico: ele é um só, e deve ser tratado sem equívocos ou supostas divisões.


ANIVERSÁRIO DO PLANO REAL

Baixado pela Medida Provisória n. 542, de 30 de junho de 1994, publicada no Diário Oficial da União da mesma data, o Plano Real completará, no próximo dia 30 de junho de 2009, 15 anos de vigência.

Numa homenagem ao aniversário da nossa mais importante Reforma Monetária, que estabilizou a Economia, a editora RENOVAR, do Rio de Janeiro, começará a distribuir, a partir de amanhã, o livro de LETÁCIO JANSEN, “A moeda nacional brasileira”, que será vendido, nas livrarias,  ao preço de R$ 30,00 o exemplar.


TESE & ANTÍTESES

A teoria que dá respaldo ao livro de minha autoria – “A Moeda Nacional Brasileira” –  que a Editora Renovar, do Rio de Janeiro, começará a distribuir amanhã nas livrarias, baseia-se no conceito de que, nas ordens jurídicas nacionais, vige um valor positivo fundamental, que é a moeda nacional, hierarquicamente superior a todos os demais valores positivos dessa ordem.

Os que acreditam que haja valores “naturais”, ou “reais”, ou “transcendentais” reagirão, sem dúvida, contra essa tese.