ALUGUÉIS & DEFLAÇÃO
A Fundação Getúlio Vargas anunciou que, em junho, o IGP-M fechou mostrando uma deflação de 0,10%, depois de já ter caído 0,07% em maio e 0,15% em abril.
Como a inflação tornara-se a “moeda” das locações, no Brasil, depois de 1964, todos estávamos acostumados a ver o aluguéis subir sempre, anualmente, semestralmente, trimestralmente ou mensalmente.
E agora, como vai ser ? Os alugueres vão diminuir, na mesma freqüência ?
A resposta é negativa: pois a deflação não vai ser a nova moeda brasileira, o que não quer dizer que não haja problemas com a queda do IGP-M, não só nas relações locatícias, como na cabeça da clientela da correção monetária, que talvez comece a ter interesses contraditórios, o que pode acelerar a necessidade de acabar, mais rapidamente, com a indexação remanescente.
Ouvido pelo Estadão, o economista LUIZ RODRIGUES, do Banco Santander afirmou que a preocupação com a inflação do ano que vem representavestígio da indexação, que o brasileiro ainda carrega, concluindo com as seguintes palavras:
“ Isso precisa acabar. Não precisamos nos preocupar com a inflação do ano em curso para ver como ficará a inflação do ano seguinte.”
O quê fazer, portanto, sabe-se : ainda não houve o consenso, porém, sobre o como e quando acabar, o que depende, a meu ver, de um entendimento entre as áreas econômica e jurídica, e de um Pacto Nacional Republicano.
