INDICIAMENTO DE BUSH PELAS TORTURAS

 

A tortura é uma perversão, incompatível com o progresso do gênero humano: considero, por isso, também pervertido o argumento de que ela pode ser útil em certos casos, ao supostamente  ajudar os combatentes a obter informações sobre o inimigo evitando, com isso, a perda de vidas dos amigos.

Aqui no Brasil o nosso espírito de barganha decidiu poupar os torturadores da ditadura militar, o que não aconteceu na Argentina nem no Peru onde, há pouco, o ex-presidente FUJIMORI foi condenado à prisão, por violação dos Direitos Humanos.

O assunto está em pauta, agora, nos EUA e sobre ele o colunista PAUL KRUGMAN escreve um importante artigo no jornal New York Times, hoje traduzido pelo GLOBO, sob o título “Reivindicar a alma dos EUA”.

Segundo ele não há “consenso político” que justifique não investigar as torturas praticadas pelo governo Bush  impondo-se os indiciamentos necessários dos responsáveis, “não por espírito vingativo, mas porque este é um país de leis.”

Como mandantes da tortura já apareceram DONALD RUMSFELD, DICK CHENEY e CONDOLEEZA RICE.

Não tenho dúvidas, porém, de que nenhum desses daria qualquer ordem de torturar sem a aquiescência de BUSH, o que sugere ser possível vermos, em breve, ocorrer, nos  Estados Unidos, o indiciamento do ex-presidente, por ter decretado a guerra do Iraque com base numa falsidade e por mandar  torturar inimigos e suspeitos.

 


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