O QUE SE PODE ESPERAR DA REUNIÃO DO G-20

 

Os EUA não gostarão de perder o seu papel de titulares, de fato, de uma moeda internacional, que eles emitem; e de passar a submeter-se a uma regulação externa.  

 

 

Parece, contudo, que é isso, mais cedo ou mais tarde, que vai acontecer. 

 

 

Tendo sido, até recentemente, a única superpotência mundial – tanto militar, como economicamente – os EUA tanto não permitiam que a ONU os supervisionasse, como não queriam enquadrar-se em  ingerências de quaisquer entidades internacionais sobre o seu sistema financeiro. 

 

 

Nesse sentido, os EUA eram, até há bem pouco tempo, o principal obstáculo ao progresso das relações internacionais, tendência que o governo OBAMA está procurando reverter. 

 

 

Os estudiosos acham quase impossível a criação de um Estado internacional, nos moldes dos Estados nacionais, em que o monopólio da força seja centralizado.A instituição de um Estado monetário internacional, contudo, não é tão difícil, pois a moeda é uma modalidade de organização não violenta da sociedade ( diferentemente da Lei que, por definição, baseia-se em sanções contra a vida, a liberdade e a propriedade, aplicadas contra a vontade das pessoas ).  

 

 

Saliente-se, a propósito, que as posições dos EUA e da UE, no que se refere à regulamentação dos mercados, não é tão diferente como se alardeia. Todo o mundo concorda em que a desregulamentação do tipo TATCHER e REAGAN foi um mal, que, em última análise (e tendo em vista as guerras irresponsáveis da era BUSH ) tornou-se a principal causa da crise atual. 

 

 

Há um grande caminho a percorrer. Mas a reunião do G-20 , a meu ver, não deverá ser inócua. Ela pode consistir num primeiro passo na direção do aperfeiçoamento das relações internacionais que poderá ser construído na próxima década.


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.