PARAÍSOS FISCAIS

 

 

 

Para entender o risco que os chamados “paraísos fiscais” representam para a implantação de uma regulamentação monetária mundial coerente é preciso ter em mente que as moedas são fenômenos nacionais e que ( salvo no caso do EURO ) não existe uma moeda internacional.

 

Os paraísos fiscais são refúgios, extra-nacionais, de moedas nacionais, instituídos para que os governos nacionais não exerçam controle sobre a conduta de seus cidadãos, na medida em que eles buscam esse tipo de esconderijo.

 

Guardadas as devidas proporções, mas sem exagero, poderíamos dizer que os paraísos fiscais exereciam funções semelhantes às que os piratas e corsários tinham em relação ao comércio internacional da sua época e por isso são tão nocivos.

 

Os paraísos fiscais não ajudam a internacionalizar as moedas, procurando antes, desnacionalizá-las.

 

Portanto, se o propósito das nações for, num futuro remoto, unificar as suas moedas, até que se possa pensar num Banco Central com competência para emitir uma moeda única universal é bom que se comece a desmontar, desde logo, esses santuários do fundamentalismo de mercado que ficou definitivamente condenado por conta da atual crise financeira internacional.


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