O QUE É O BANCO DE COMPENSAÇÕES INTERNACIONAIS (BIS) ?

 

Vemos o BIS frequentemente, e cada vez mais,  citado pelos jornais como sendo  o Banco Central dos Bancos Centrais. Poderá ele, porém, ser considerado um verdadeiro Banco Central Internacional ?

 

Por um lado, o BIS desempenha um papel que os bancos centrais nacionais também têm: ser um banco que recebe, compulsoriamente, depósitos dos outros bancos, e que o torna uma espécie de emprestador de última instância. Falta ao BIS, porém, a principal característica de um Banco Central, que é a emissão de moeda.

 

É através da emissão do dinheiro que o Banco Central exerce sua autoridade sobre o sistema financeiro.

 

A moeda, como a lei, é uma forma de organizar e disciplinar a conduta das pessoas nas sociedades. Como as sanções monetárias não são violentas – diferentemente do que ocorre com as sanções jurídicas convencionais, que podem nos privar da vida, da liberdade e da propriedade – o Banco Central, como emissor de dinheiro, tem muito poder, mas não necessita de tanto controle como os órgãos tradicionais de governo. Daí porque os seus dirigentes não precisam necessariamente ser eleitos.

 

Para que exerça o seu poder “brando”, contudo, o Banco Central precisa ter a autoridade de emitir, que o BIS não tem e, por isso, não pode ser considerado, ainda, um Banco Central Internacional.

 

Do jeito que as coisas vão e tendo em vista a rapidez e voracidade da crise monetária internacional, quem sabe se não será instituído, mais depressa do que seria de se esperar, um verdadeiro Banco Central Internacional, que poderia, inclusive, partir do núcleo básico de organização do atual BIS.

 

É um caso a se pensar…


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