UM BOM COMEÇO
Pode parecer uma questão menor; mas a determinação do atual governo de reduzir a burocracia – acabando, por exemplo, com um grande números de casos de reconhecimento de firmas e de autenticação de documentos – é um bom (re) começo.
Há uma série de exigências desse tipo, que apoquentam o público, e oneram o chamado “custo” Brasil. Elas vêm de longo data, partindo, em geral, do princípio de que o povo “colonizado” não merece confiança, mas acabam servindo, apenas, de freio ao desenvolvimento das atividades das pessoas.
Outro procedimento que deveria ser extinto é o dos chamados Precatórios que, como a jaboticaba, só existem no Brasil.
As condenações judiciais têm que ser pagas, e ponto.
Para prevenir eventuais fraudes – que ocorriam, ao que consta, na primeira República – criou-se um sistema complicadíssimo, do qual resultou, de um lado, o retardamento do pagamento das sentenças pecuniárias e, de outro, a instituição de um esdrúxulo mercado de papéis de alta remuneração.
É interessante perceber como os dirigentes petistas, considerados, tradicionalmente, uns burocratas, estão percebendo a necessidade de simplificar a vida da população, compreendendo que medidas como essas podem ser um instrumento útil de promoção do crescimento econômico.
