À BRINCA E À VERA
Na minha infância jogávamos bola de gude sob duas diferentes modalidades: ora à brinca, ora à vera: isto é, segundo regras frouxas e informais ou – quando a verdadeira disputa começava – para valer.
Tais lembranças logo me ocorreram diante da principal manchete dos jornais de hoje informando que o STF considerou haver indícios suficientes para instaurar uma ação criminal contra José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo delito de corrupção ativa no episódio do chamado mensalão.
Até agora as sanções da nossa aparentemente severa, e sempre complicadíssima, ordem jurídica costumavam ser percebidas pela opinião pública como um cenário de fancaria. Ou seja, a melhor forma de conviver com as dificuldades tradicionais do nosso Direito parecia ser tratá-lo como se fosse um jogo à brinca.
Agora, não: a ordem jurídica brasileira começa a mostrar que é para valer – que é um jogo à vera – que, para ser bem jogado, deve ser corretamente decifrado.

Pensei que só eu fosse uma velhota internauta e olha quem encontro no pedaço! O Letacinho!
Podíamos trocar figurinha, hein?
Sabe como vim parar aqui? Queria ter certeza se era “à brinca’, ou “de brinca” que vocês meninos diziam. Já fiquei tranquila: dúvida de português, corro para o blog do Letácio.
Um beijo,
Lenita
http://www.oglobo.com/pais/noblat/mariahelena
Lenita: Escreva, por favor, direto para o meu email: letaciojansen@gmail.com